Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

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Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por El Rafo Saldanha em Qua Mar 21, 2018 12:47 pm

O disco dessa semana foi indicado pelo Matheus Novaes (mas eu iria indicar esse disco de qualquer maneira...). Ah! Adicionei a data ao título do tópico, por sugestão do Ricardo Cappellano.

Mount Eerie - Now Only

Deezer - http://www.deezer.com/album/54827592?utm_source=deezer&utm_content=album-54827592&utm_term=1503374886_1521647068&utm_medium=web

YouTube- https://youtu.be/vKq56bf8wpY

Spotify - https://open.spotify.com/album/7aQG6DxwFmUKVhkOJtlCZ1?si=dBx1pD-wQRG7hP2oH6M_CQ

Genius - https://genius.com/albums/Mount-eerie/Now-only

Now Only is the ninth studio album by Mount Eerie, the solo project of American musician Phil Elverum. Like the preceding Mount Eerie album A Crow Looked at Me, Now Only is an extended reflection on the death of Elverum's wife, the cartoonist and musician Geneviève Castrée. The album was released on March 16, 2018.


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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por ramonprates em Qua Mar 21, 2018 2:58 pm

Ouvi, mas não bateu onda em mim. Música voz e violão, pegada indie, meio lenta... Gostei um pouco de "Earth" porque tem outros instrumentos. A voz do cantor também não me agradou muito. Mas enfim, é questão de gosto mesmo.
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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por El Rafo Saldanha em Sab Mar 24, 2018 3:05 pm

Como eu deixei claro no texto lá de cima, esse era um disco que eu estava bastante ansioso pra ouvir. O disco anterior - A crow looked at me - foi um dos meus favoritos do ano passado, e é um dos discos mais doloridos que já ouvi na minha vida. Como alguém que acompanha uma novela, queria saber se o Phil Elverum estava melhor, se tinha conseguido se reerguer... Pois é... A resposta é não...

O disco é um adendo ao anterior, e na hora que ele "se anima", tudo fica ainda mais triste. Como lidar com um refrão com batidinha de violão esquema lualzinho dizendo: "But people get cancer and die /People get hit by trucks and die /People just living their lives /Get erased for no reason/ With the rest of us watching from the side"? Dá vontade de mandar um e-mail pro cara e perguntar se ele tá precisando de alguma coisa, de um abraço, sei lá...
Num determinado ponto, cheguei a me perguntar: "Pq estou ouvindo algo tão triste se está tudo tão bem comigo?" (a resposta: https://lifehacker.com/why-we-love-listening-to-sad-music-1787295030 ). Esse disco é maravilhoso em vários níveis. Assim como o antecessor, provavelmente ele vai entrar nas minhas listas de melhores do ano.

Nota 9/10
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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por marciosmelo em Qua Mar 28, 2018 11:05 am

Esse é o tipo de álbum que você precisa conhecer o contexto para "gostar" mais dele. Sem entender o contexto em que ele foi produzido, parece apenas mais um disco indie lento com violão como Ramon comentou.

Musicalmente lembra a trilha sonora do jogo Life is Strange mas as letras. Jeová. É de bater fundo e embarcar rumo ao abismo da dor

Não pretendo ouvir esse disco novamente, é muito sofrimento imaginar a vida dele como ficou após sua tragédia pessoal e as letras nos embalam nessa tristeza compartilhada sem fim.

Nota 7/10
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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por Panda Polar Preto em Sex Mar 30, 2018 10:36 am

Esse disco é uma mistura de pessimismo, luto e a mostra que o artista precisa de uma nova motivação na vida.

Todo o sentido que a vida dele tinha estava ligado à companhia da esposa. O cara vai analisando tudo o que acontece ao redor na expectativa de que ela possa estar assistindo, mesmo que ele não acredite num fenômeno sobrenatural. Ao mesmo tempo dá pra perceber algo parecido com uma aceitação da morte, entretanto existe a reflexão de que talvez tudo isso seja em vão e exista a necessidade de seguir a vida, já que é o comum a ser feito, é o que todos dizem ser habitual. Em alguns momentos dá pra perceber o dilema entre deixar a dor consumir e mantê-la por perto ou seguir em frente e abandoná-la?. Obviamente é a questão de um homem que tinha muito apego a sua amada.

O disco tem uma pegada bucólica, em certos momentos tem a inserção de instrumentos elétricos que me parecem dar um tom sentimental. Em muitas músicas ele usa o mesmo ritmo dedilhado e só vai encaixando os pensamentos enquanto muda a entonação da voz. O importante não é só a melodia ou a letra, tudo faz parte da expressão do cara (sempre é, mas não é algo 'industrial'). Por sorte peguei esse disco em uma das datas que costumo refletir a existência.

8/10 e uma terapia.


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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por Leite79 em Seg Abr 02, 2018 3:15 pm

Normalmente a minha primeira audição das indicações do fórum são meio por cima, costumo ouvir em segundo plano enquanto estou prestando mais atenção em outras coisas. Botei Now Only pra tocar nesse esquema, vinha ouvindo de maneira superficial até chegar no refrão da faixa título do álbum daí:
CARALHO!QUE PUTA TROÇO TRISTE!
Tinha esquecido do contexto da criação do disco então fiquei ainda mais surpreso com a crueza das letra da música. A partir daí foi uma tarde em que não consegui me concentrar em mais nada que não fosse a dor da perda do Phil Elverum. Fui ouvir o álbum anterior, li entrevistas do cara e obviamente fiquei bem na merda já que as músicas acabaram me remetendo a lembranças nada agradáveis.

É um grande disco, mas não sei se consigo revisitá-lo de novo.
Seria muito querer fazer manobras em um pogobol na beira do abismo.

consigo dar nota não véi, mals aí
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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

Mensagem por matheusnovaes em Seg Abr 02, 2018 4:59 pm

eu ando pensando muito sobre o quanto a gente fala e pensa pouco sobre a morte e o luto. não deixa de ser um sinal que o mundo melhorou (ou pelo menos nossa pequena fatia dele) e estamos a um bom tempo sem passar por esses cagaços universais que levam metade de famílias, bairros, cidades, etc. Mas isso deixa a gente despreparado pra caralho pra lidar tanto com a possibilidade da nossa morte e com a morte dos outros. então só a coragem do cara de dividir a jornada pessoal dele com os outros e deixar um negócio tão vulnerável ao alcance de todo mundo já me faria admirar o disco.

Pra quem teve a sorte de nunca perder ninguém próximo é uma aula de perspectiva, como diria o morrissey: so yes, there are things worse in life than never being someone's sweetie. Pra quem já perdeu continua sendo importante ver outras pessoas mapeando esses territórios e é um consolo ver que tem quem consiga tirar beleza dessas bolas curvas filhas da puta que o destino, deus, coincidência ou só um universo indiferente manda pra gente...

achei esse disco mais esperançoso que o outro, mesmo com momentos mais doloridos eu sinto que o tema do disco é que independente da merda toda é melhor ter vivido, existe um componente de sorte absurdo em estar vivo e encontrar alguém que te dá um mínimo de paz no meio desse mundo de merda e as lembranças vão doendo um pouco menos (e é uma merda elas doerem um pouco menos porque com isso vem um monte de culpa e dúvida também). Mas se eu tivesse que apostar, eu apostaria que o Phil Elverum ainda vai fazer muito disco foda, sobreviver ao processo e concluir que a morte e o luto não fazem ninguém especial, só te colocam no maior clube do mundo, o clube de quem perdeu alguém de uma maneira injusta e sem sentido(sempre é injusta e sem sentido) e a vida continua (se não quiser continuar também pode, nada contra).

9/10
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Re: Disco 12 - Semana 12 - 21 a 28 de março de 2018

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